"O budismo tem como foco principal a vida. A cada momento experimentamos alegrias e sofrimentos. Por essa razão o conceito dos Dez Mundos consiste num dos mais importantes princípios no budismo. Eles são interpretados como condições potenciais de vida inerentes a cada indivíduo. As mesmas condições experimentadas por uma pessoa numa situação constante de miséria podem ser uma fonte de desafio e satisfação para uma outra. Fortalecer nosso estado interior de forma a resistirmos e até mesmo transformarmos as condições mais difíceis e adversas é o propósito da prática budista.
Com base no Sutra de Lótus, Tient’ai, um erudito budista chinês do século VI, desenvolveu um conceito que classifica a experiência humana em dez estados, ou “mundos”. Seu ensino dos “Dez Mundos” foi adotado e aprofundado por Nitiren Daishonin que ressaltou a natureza subjetiva e interior desses mundos. Daishonin afirmou a esse respeito: “Considerando a questão de onde estão o Inferno e o Buda, um sutra diz que o Inferno está debaixo da terra, enquanto outro diz que o Buda está no oeste. Entretanto, um pensamento mais cuidadoso esclarecerá que ambos existem em nós próprios.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 413.)
Ordenados do menos ao mais desejável, os Dez Mundos são: Inferno — uma condição de desespero na qual uma pessoa é completamente dominada pelo sofrimento; Fome — uma condição de vida em que uma pessoa é dominada pelos desejos ilusórios que jamais podem ser satisfeitos; Animalidade — um estado instintivo no qual teme-se o forte e oprime-se o fraco; Ira — um estado caracterizado por uma irresistível necessidade de superar e dominar outros e geralmente dissimulado por uma aparente bondade e sabedoria. Esses quatro estados são referidos como os Quatro Maus Caminhos por causa da negatividade destrutiva que os caracteriza.
Além desses, ainda há: o estado de Tranqüilidade, caracterizado pela capacidade de raciocínio e de fazer julgamentos. Apesar de ser uma condição de vida básica que nos identifica como seres humanos, pode também representar um frágil equilíbrio que leva uma pessoa a um estado inferior quando confrontada com situações negativas; e o estado de Alegria, experimentado geralmente quando os desejos são satisfeitos ou quando os sofrimentos são amenizados. Esses mundos são também classificados como os Seis Caminhos Inferiores. Todos eles dependem das circunstâncias externas para se manifestarem e por essa razão não podemos dizer que as pessoas nesses estados de vida desfrutam a verdadeira liberdade ou autonomia.
O mundo de Erudição descreve uma condição de aspiração à iluminação. O mundo de Absorção indica a capacidade de perceber por si só a verdadeira natureza de todos os fenômenos. Juntos, eles são conhecidos como Dois Veículos. As pessoas que manifestam esses dois estados são parcialmente iluminadas e estão livres de alguns desejos ilusórios. Mas aqueles que se encontram nesses mundos podem ficar presas às suas visões e em alguns textos budistas o Buda adverte as pessoas dos Dois Veículos por seu egoísmo.
O mundo de Bodhisattva é caracterizado pela benevolência com que uma pessoa vence as restrições do egoísmo e dedica-se incansavelmente pelo bem-estar dos outros. O budismo Mahayana, em particular, enfatiza o Bodhisattva como um ideal de comportamento humano. O estado de Buda é a condição da mais perfeita e absoluta liberdade. Para uma pessoa que manifesta o estado de Buda tudo — incluindo os inevitáveis sofrimentos da doença, velhice e morte — pode ser vivenciado como uma oportunidade para seu desenvolvimento e realização. O estado de Buda inerente em uma pessoa manifesta-se por meio de ações altruísticas desenvolvidas no mundo de Bodhisattva.
Esses quatro últimos estados de vida compõem os Quatro Nobres Caminhos.
Cada mundo ou estado de vida contém os outros nove. Daishonin exemplifica esse fato da seguinte forma: “Mesmo um frio vilão ama sua esposa e filhos. Ele também tem o mundo de Bodhisattva em sua vida.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 58.) Dessa forma, o potencial para a sabedoria e ação iluminadas representadas pelo estado de Buda continuam a existir em uma pessoa ainda que sua vida seja dominada pelos estados inferiores — Inferno, Fome e Animalidade.
O inverso também ocorre. O estado de Buda não existe separado dos outros nove mundos. Ao contrário, a sabedoria, a vitalidade e a coragem do estado de Buda podem mudar a tendência de uma pessoa para um determinado estado. Por exemplo, quando a Ira é direcionada pela benevolência dos estados de Buda ou de Bodhisattva, pode se tornar uma força para desafiar a injustiça e mudar a sociedade.
Dessa forma, o propósito da prática budista é manifestar o estado de Buda capaz de iluminar nossa vida e nos possibilitar criar um valor duradouro em nossa eterna jornada pelos Dez Mundos."
quarta-feira, 18 de março de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Sobre a oração
" Mesmo que fosse possível errar ao apontar a terra, que alguém fosse capaz de unir os céus, que a maré não tivesse fluxo e nem refluxo, que o sol se levantasse das orações do Devoto do Sutra de Lótus ficarem sem ser concretizadas."
( Sobre a Oração )
( Sobre a Oração )
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
As três espécies de Tesouro
" O tesouro do corpo é mais valioso do que aquele guardado no cofre; e o tesouro acumulado no coração é mais valioso do que o tesouro do corpo.Portanto,dedique-se em acumular o Tesouro do coração."
(As três espécies de Tesouro)
(As três espécies de Tesouro)
domingo, 12 de outubro de 2014
Inscrição do Dai-Gohonzon
12 Outubro - Inscrição do Dai-Gohonzon
(...)Para os devotos do Sutra de Lótus é o ponto central da vida. Saber o que está escrito nele não é condição essencial para se obter benefícios. O importante é a fé pura e resoluta. Esse tipo de fé faz com que os efeitos surjam imediatamente, pois o Gohonzon é o objeto que representa a Lei contida na essência de todas as leis da natureza. Recitar o Nam-myoho-rengue-kyo diante do Gohonzon com sinceridade dá acesso livre e rápido à fonte inesgotável de benefícios.
“O Gohonzon é a cristalização da promessa de Nitiren de possibilitar às pessoas atingirem a iluminação”.
“Eu, Nitiren, inscrevi minha vida em sumi, assim, creia no Gohonzon com todo o seu coração”.
(...)Para os devotos do Sutra de Lótus é o ponto central da vida. Saber o que está escrito nele não é condição essencial para se obter benefícios. O importante é a fé pura e resoluta. Esse tipo de fé faz com que os efeitos surjam imediatamente, pois o Gohonzon é o objeto que representa a Lei contida na essência de todas as leis da natureza. Recitar o Nam-myoho-rengue-kyo diante do Gohonzon com sinceridade dá acesso livre e rápido à fonte inesgotável de benefícios.
“O Gohonzon é a cristalização da promessa de Nitiren de possibilitar às pessoas atingirem a iluminação”.
“Eu, Nitiren, inscrevi minha vida em sumi, assim, creia no Gohonzon com todo o seu coração”.
Budismo de Nitiren
Budismo de Nitiren
Nitiren Daishonin* nasceu em 16 de fevereiro de 1222, numa família de pescadores na província de Awa (atual província de Tiba), no Japão. Em 1233, entrou para o sacerdócio no Templo Seityo e começou a estudar o Budismo.
Na infância, recebeu o nome de Zennitimaro, mas após entrar para o sacerdócio, conforme a tradição da época, mudou o nome para Yakuo Maro e depois para Rentyo.
De 1238 a 1242, ele viveu em Kamakura, então centro do governo japonês, a fim de aprofundar os estudos religiosos. Após retomar ao templo Seityo, foi para Quioto e Nara, centros de estudo do Budismo.
Em Quioto, pesquisou exaustivamente todos os Sutras de Sakyamuni e concluiu que o Sutra de Lótus era o supremo ensino.
Daí-Gohonzon
Após dez anos de estudos, Rentyo então com 32 anos de idade, retornou para o templo de Sentyo e, em 28 de abril de 1253 , recitou pela primeira vez o Nam-Myoho-Rengue-Kyo** expondo seu ensino e adotando o nome Nitiren (Niti significa “Sol” e Ren significa “Lótus”).
Vinte e seis anos depois de ter recitado Nam-Myoho-Rengue-Kyo e ter enfrentado severas instigadas pelas seitas tradicionais, Nitiren Daishonin percebe que a época para o comprimento de seu advento neste mundo havia chegado.
Os discípulos estavam plenamente conscientes da sua superioridade de se ensino e já haviam desenvolvido uma firme fé. Daishonin materializou o propósito de seu advento com a inscrição do Daí-Gohozon, o supremo objeto de devoção, em 12 de Outubro de 1279. Dessa forma, estabeleceu o que foi chamado de posteriormente Verdadeiro Budismo, pois somente seus ensinamentos possibilitavam às pessoas transformar radicalmente a vida. Esse é um dos motivos de Nitiren Daishonin ser chamado de Buda Original.
Daishonin faleceu em 13 de Outubro de 1282, aos 60 anos , após transferir todos os seus ensinos para o discípulo imediato Nikko Shonin.
*Daishonin: Título Concedido a Nitiren por seus discípulos que significa “Grande Sábio”. Daí quer dizer “Grande” e Shonin “Sábio”.
**O Nan Myoho Rengue Kyo também é conhecido por Daimoku. Portanto quando se diz “recitar Daimoku”, significa recitar o Nam Myoho Rengue Kyo.
Nitiren Daishonin* nasceu em 16 de fevereiro de 1222, numa família de pescadores na província de Awa (atual província de Tiba), no Japão. Em 1233, entrou para o sacerdócio no Templo Seityo e começou a estudar o Budismo.
Na infância, recebeu o nome de Zennitimaro, mas após entrar para o sacerdócio, conforme a tradição da época, mudou o nome para Yakuo Maro e depois para Rentyo.
De 1238 a 1242, ele viveu em Kamakura, então centro do governo japonês, a fim de aprofundar os estudos religiosos. Após retomar ao templo Seityo, foi para Quioto e Nara, centros de estudo do Budismo.
Em Quioto, pesquisou exaustivamente todos os Sutras de Sakyamuni e concluiu que o Sutra de Lótus era o supremo ensino.
Daí-Gohonzon
Após dez anos de estudos, Rentyo então com 32 anos de idade, retornou para o templo de Sentyo e, em 28 de abril de 1253 , recitou pela primeira vez o Nam-Myoho-Rengue-Kyo** expondo seu ensino e adotando o nome Nitiren (Niti significa “Sol” e Ren significa “Lótus”).
Vinte e seis anos depois de ter recitado Nam-Myoho-Rengue-Kyo e ter enfrentado severas instigadas pelas seitas tradicionais, Nitiren Daishonin percebe que a época para o comprimento de seu advento neste mundo havia chegado.
Os discípulos estavam plenamente conscientes da sua superioridade de se ensino e já haviam desenvolvido uma firme fé. Daishonin materializou o propósito de seu advento com a inscrição do Daí-Gohozon, o supremo objeto de devoção, em 12 de Outubro de 1279. Dessa forma, estabeleceu o que foi chamado de posteriormente Verdadeiro Budismo, pois somente seus ensinamentos possibilitavam às pessoas transformar radicalmente a vida. Esse é um dos motivos de Nitiren Daishonin ser chamado de Buda Original.
Daishonin faleceu em 13 de Outubro de 1282, aos 60 anos , após transferir todos os seus ensinos para o discípulo imediato Nikko Shonin.
*Daishonin: Título Concedido a Nitiren por seus discípulos que significa “Grande Sábio”. Daí quer dizer “Grande” e Shonin “Sábio”.
**O Nan Myoho Rengue Kyo também é conhecido por Daimoku. Portanto quando se diz “recitar Daimoku”, significa recitar o Nam Myoho Rengue Kyo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Tradução do Sutra de Lótus.Budismo de Nitiren Daishonin.
Budismo de Nitiren Daishonin
TRADUÇÃO DO SUTRA DE LOTUS!
que recitamos pela manhã e a noite
Gongyo - recitação dos trechos do Sutra de lótus abaixo. ( pratica complementar ).
Daimoku - recitação do nam-myoho-rengue-kyo ( pratica principal )
Trechos do 2º Capítulo Hoben (Meios)
Trechos do 16º Capítulo Juryo - (revelação da vida eterna do buda)
Myô - hô- ren guê kyô — Sutra de Lótus
Ho ben pon. Dai ni — Capítulo Hoben (Meios)
Ni Ji Se Son — Nesse momento
Ju San Mai — o Buda levantou-se
An Jo Ni Ki — serenamente de sua meditação
Go Shari Hotsu — e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo:
Sho Bu' ti ê. — A sabedoria dos budas.
Jin Jin Mu - lhô — é infinitamente profunda e imensurável.
Go ti e Mon — O portal dessa sabedoria é difícil de compreender
Nan gue Nan Nhu — e de transpor.
I Sai Sho Mon — Nenhum dos homens de erudição
Hyaku Shi Butsu — ou de absorção
Sho Fu No ti — é capaz de compreendê-la.
Sho I Sha Ga — Qual é a razão disso?
Butsu Zo Shin Gon —Um buda é aquele que serviu a centenas
Hyaku Sen Man Noku — a milhares, a dezenas de milhares,
Mu Shu Sho Butsu — a incontáveis budas
Jin Gyo Sho Butsu — e executou um número incalculável de práticas religiosas.
Mu lho Do Ho — Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente
Yu Myo Sho Jin — e seu nome é universalmente conhecido.
Myo Sho Fu Mon — Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável
Jo Ju Jin Jin — e nunca antes revelada
Mi Zo U Ho — pregando-a de acordo
Zui Gi Sho Setsu — com a capacidade das pessoas,
I Shu Nan Ge — ainda que seja difícil compreender a sua intenção.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Go Ju Jo Butsu I Rai — desde que atingi a iluminação
Shu Ju In Nen — tenho exposto meus ensinos
Shu Ju Hi Yu — utilizando várias histórias sobre relações causais,
Ko En Gon Kyo — parábolas e inúmeros meios
Mu Shu Ho Ben — para conduzir as pessoas
In Do Shu Jo — e fazer com que renunciem
Lho Ri Sho Jaku — aos seus apegos a desejos mundanos.
Sho I Sha Ga — Qual a razão disso?
Nho Rai Ho Ben —A razão está no fato de o Buda
Ti Ken Hara Mitsu — ser plenamente dotado dos meios
Kai I Gu Soku — e do paramita da sabedoria.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Nho Rai Ti Ken — a sabedoria do Buda
Ko Dai Jin Non — é ampla e profunda.
Mu Lho Mu Gue — Ele é dotado de imensurável benevolência
Riki Mu Sho I — ilimitada eloqüência,
Zen Jo Gue Da — poder,
San Mai — coragem,
Jin Nhu Mu Sai — concentração,
Jo Ju I Sai — liberdade e samadhis (meditação), aprofundou-se
Mi Zo U Ho — no reino do insondável e despertou para a Lei nunca antes revelada.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Nho Rai No — o Buda é aquele
Shu Ju Fun Betsu — e que sabe como discernir
Gyo Se Sho Ho — e como expor os ensinos habilmente.
Gon Ji Nhu Nan — Suas palavras são ternas e gentis
E Ka Shu Shin — e podem alegrar o coração das pessoas.
Shari Hotsu — Sharihotsu,
Shu Yo Gon Shi — em síntese, o Buda compreendeu
Mu lho Mu Hen — perfeitamente a Lei ilimitada,
Mi Zo U Ho — infinita e nunca antes revelada.
Bu Shitsu Jo Ju — Chega
Shi Shari Hotsu — Não vou mais continuar pregando Sharihotsu
Fu Shu Bu Se — Por quê? Porque a Lei
Sho I Sha Ga — que o Buda revelou
Bu Sho Jo Ju — é a mais rara
Dai Iti Ke U — e a mais difícil
Nan Gue Shi Ho —de compreender.
Yui Butsu Yo Butsu — A essência real de todos os fenômenos
Nai No Ku Jin — somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas
Sho Ho Ji So — Essa realidade
Sho I Sho Ho — consiste de:
Nho Ze So — aparência,
Nho Ze Sho — natureza,
Nho Ze Tai — entidade,
Nho Ze Riki — poder,
Nho Ze Sa — influência,
Nho Ze In — causa interna,
Nho Ze En — relação
Nho Ze Ka — efeito latente,
Nho Ze Ho — efeito manifesto
Nho Ze Hon Ma' Ku Kyo To — e consistência do início ao fim.
Trechos do 16º Capítulo Juryo - (revelação da vida eterna do buda)
Myo ho ren gue kyo — Sutra de Lótus
Nho rai ju lho hon, dai ju roku — Jigague, trecho do capítulo Juryo - revelação da vida eterna do buda
Ji ga toku bu'rai — Desde que atingi o estado de Buda,
Sho kyo sho ko shu — infindáveis asamkhya
Mu lho hyaku sen man — intermináveis Kalpas
Oku sai a so gui — transcorreram.
Jo se po kyo ke — Constantemente
Mu shu oku shu jo — venho pregando, ensinando e propagando
Lho nhu o butsu do — a Lei a milhares de seres vivos.
Ni rai mu lho ko — Fazendo com que entrem no Caminho do Buda,
I do shu jo ko — Como um meio hábil
Ho ben guen ne han — aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas.
Ni jitsu fu metsu do — Mas, na realidade, não entro em extinção.
Jo ju shi se po — Sempre estou aqui ensinando a Lei.
Ga jo ju o shi — Sempre estou aqui.
I sho jin zu riki — Porém, devido ao meu poder místico
Lho ten do shu jo — as pessoas de mentes distorcidas não conseguem me ver
Sui gon ni fu ken — mesmo quando estou bem perto delas.
Shu ken ga metsu do — Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana,
Ko ku yo sha ri — consagra muitas oferendas às minhas relíquias.
Guen kai e ren bo — Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me.
Ni sho katsu go shin — Quando esses seres realmente se tornam fiéis,
Shu jo ki shin buku — honestos, justos e de propósitos pacíficos,
Shiti jiki I nhu nan — quando ver o Buda é o seu único pensamento,
I shin yo ken butsu — não hesitando mesmo que isso custe a própria vida,
Fu ji shaku shin myo — então, eu apareço junto à assembléia de discípulos sobre o Sagrado Pico da Águia.
Ji ga gyu shu so — Nesse momento,
Ku shutsu lho ju sen — digo à multidão de seres:
Ga ji go shu jo — sempre estou aqui,
Jo zai shi fu metsu —jamais entro em extinção..
I ho ben ri ko — No entanto, como um meio hábil,
Gen u metsu fu metsu — algumas vezes aparento entrar no nirvana.
Yo koku u shu jo — E outras vezes, não.
Ku gyo shin gyo sha — Quando em outras terras há seres
Ga bu o hi tyu — que desejam respeitosa e sinceramente crer
I setsu mu jo ho — então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável.
Nho to fu mon shi — Porém, não compreendendo minhas palavras,
Tan ni ga metsu do — todos aqui insistem em pensar que eu morri.
Ga ken sho shu jo — Quando vejo os seres afogados
Motsu zai o ku kai — em um mar de sofrimentos
Ko fu I guen shin — eu não me exponho,
Lho go sho katsu go — para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.
In go shin ren bo — Então, quando seu coração se enche de ansiedade,
Nai shitsu I se po — finalmente apareço e ensino a Lei para eles.
Jin zu riki nho ze — Assim são meus poderes místicos.
O a so gui ko — Por asamkhya de kalpas,
jo zai lho ju sen — sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares.
Gyu yo sho ju sho — Enquanto os seres presenciam
Shu jo ken ko jin — o final de um kalpa
Dai ka sho sho ji — e tudo é consumido em chamas
Ga shi do an non — esta minha terra
Ten nin jo ju man — permanece segura e tranqüila
On rin sho do kaku — sempre cheia de seres humanos e seres celestiais.
Shu ju ho sho gon — Vários tipos de gemas adornam
Ho ju ta ke ka — seus corredores e pavilhões, jardins e bosques
Shu ju sho yu raku — Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão,
Sho ten gyaku ten ku — sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos.
Jo sas shu gi gaku — As divindades fazem repicam os tambores celestiais interpretando,
U man da ra ke — sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai
San butsu gyu dai shu — espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.
Ga jo do fu ki — Minha terra pura é indestrutível,
Ni shu ken sho jin — porém, a multidão a vê
U fu sho ku no — consumir-se em chamas,
Nho ze shitsu ju man — mergulhada em sofrimentos, angústia e temor.
Ze sho zai shu jo — Esses seres devido a suas várias ofensas e causas
I aku go In nen — provenientes de suas más ações,
Ka a so gui ko — passam asamkhya de kalpas
Fu mon san bo myo — sem escutar o nome dos três tesouros.
Sho u shu ku doku — Mas os que praticam os caminhos meritórios,
Nhu wa shiti jiki sha — que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros,
So kai ken ga shin — todos me vêem aqui em pessoa,
Zai shi ni se po —ensinando a Lei.
Waku ji I shi shu — Às vezes para essa multidão exponho
Setsu butsu ju mu lho — que a duração da vida do Buda é imensurável;
Ku nai ken bu sha — e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo
I setsu butsu nan ti — exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.
Ga ti riki nho ze — O poder de minha sabedoria é tamanho
E ko sho mu lho — que seus raios iluminam o infinito.
Ju myo mu shu ko — Minha vida, extensa como incontáveis kalpas,
Ku shu go sho toku — é resultante de uma prática muito longa.
Nho to u ti sha — Homens de sabedoria,
Mo to shi sho gui — não abriguem nenhuma dúvida sobre isso!
To dan lho yo jin — Livrem-se das dúvidas definitivamente,
Butsu go ji pu ko — pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras.
Nho I zen ho ben — O Buda é como um excelente médico
I ji o shi ko — que se vale de meios hábeis
Jitsu zai ni gon shi — para curar seus filhos iludidos.
Mu no se ko mo — Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana.
Ga yaku I se bu — Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso.
Ku sho ku guen sha — Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que encontram aflitos.
I bon bu ten do — Devido à ilusão das pessoas,
Jitsu zai ni gon metsu — apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana.
I jo ken ga ko — Pois se me vissem constantemente,
Ni sho kyo shi shin — a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração.
Ho itsu jaku go yaku — Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos,
Da o aku do tyu — e cairiam nos maus caminhos da existência.
Ga jo ti shu jo — Estou sempre ciente de que são as pessoas
Gyo do fu gyo do — que praticam o Caminho e as que não o praticam,
Zui o sho ka do — em resposta às suas necessidades de salvação
I se shu ju ho — ensino-lhes várias doutrinas.
Mai ji sa ze nen — Medito constantemente:
I ga lho shu jo — Como posso conduzir as pessoas
Toku nhu mu jo do — ao caminho supremo
Soku jo ju bu shin — e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?
TRADUÇÃO DO SUTRA DE LOTUS!
que recitamos pela manhã e a noite
Gongyo - recitação dos trechos do Sutra de lótus abaixo. ( pratica complementar ).
Daimoku - recitação do nam-myoho-rengue-kyo ( pratica principal )
Trechos do 2º Capítulo Hoben (Meios)
Trechos do 16º Capítulo Juryo - (revelação da vida eterna do buda)
Myô - hô- ren guê kyô — Sutra de Lótus
Ho ben pon. Dai ni — Capítulo Hoben (Meios)
Ni Ji Se Son — Nesse momento
Ju San Mai — o Buda levantou-se
An Jo Ni Ki — serenamente de sua meditação
Go Shari Hotsu — e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo:
Sho Bu' ti ê. — A sabedoria dos budas.
Jin Jin Mu - lhô — é infinitamente profunda e imensurável.
Go ti e Mon — O portal dessa sabedoria é difícil de compreender
Nan gue Nan Nhu — e de transpor.
I Sai Sho Mon — Nenhum dos homens de erudição
Hyaku Shi Butsu — ou de absorção
Sho Fu No ti — é capaz de compreendê-la.
Sho I Sha Ga — Qual é a razão disso?
Butsu Zo Shin Gon —Um buda é aquele que serviu a centenas
Hyaku Sen Man Noku — a milhares, a dezenas de milhares,
Mu Shu Sho Butsu — a incontáveis budas
Jin Gyo Sho Butsu — e executou um número incalculável de práticas religiosas.
Mu lho Do Ho — Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente
Yu Myo Sho Jin — e seu nome é universalmente conhecido.
Myo Sho Fu Mon — Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável
Jo Ju Jin Jin — e nunca antes revelada
Mi Zo U Ho — pregando-a de acordo
Zui Gi Sho Setsu — com a capacidade das pessoas,
I Shu Nan Ge — ainda que seja difícil compreender a sua intenção.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Go Ju Jo Butsu I Rai — desde que atingi a iluminação
Shu Ju In Nen — tenho exposto meus ensinos
Shu Ju Hi Yu — utilizando várias histórias sobre relações causais,
Ko En Gon Kyo — parábolas e inúmeros meios
Mu Shu Ho Ben — para conduzir as pessoas
In Do Shu Jo — e fazer com que renunciem
Lho Ri Sho Jaku — aos seus apegos a desejos mundanos.
Sho I Sha Ga — Qual a razão disso?
Nho Rai Ho Ben —A razão está no fato de o Buda
Ti Ken Hara Mitsu — ser plenamente dotado dos meios
Kai I Gu Soku — e do paramita da sabedoria.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Nho Rai Ti Ken — a sabedoria do Buda
Ko Dai Jin Non — é ampla e profunda.
Mu Lho Mu Gue — Ele é dotado de imensurável benevolência
Riki Mu Sho I — ilimitada eloqüência,
Zen Jo Gue Da — poder,
San Mai — coragem,
Jin Nhu Mu Sai — concentração,
Jo Ju I Sai — liberdade e samadhis (meditação), aprofundou-se
Mi Zo U Ho — no reino do insondável e despertou para a Lei nunca antes revelada.
Shari Hotsu — Sharihotsu
Nho Rai No — o Buda é aquele
Shu Ju Fun Betsu — e que sabe como discernir
Gyo Se Sho Ho — e como expor os ensinos habilmente.
Gon Ji Nhu Nan — Suas palavras são ternas e gentis
E Ka Shu Shin — e podem alegrar o coração das pessoas.
Shari Hotsu — Sharihotsu,
Shu Yo Gon Shi — em síntese, o Buda compreendeu
Mu lho Mu Hen — perfeitamente a Lei ilimitada,
Mi Zo U Ho — infinita e nunca antes revelada.
Bu Shitsu Jo Ju — Chega
Shi Shari Hotsu — Não vou mais continuar pregando Sharihotsu
Fu Shu Bu Se — Por quê? Porque a Lei
Sho I Sha Ga — que o Buda revelou
Bu Sho Jo Ju — é a mais rara
Dai Iti Ke U — e a mais difícil
Nan Gue Shi Ho —de compreender.
Yui Butsu Yo Butsu — A essência real de todos os fenômenos
Nai No Ku Jin — somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas
Sho Ho Ji So — Essa realidade
Sho I Sho Ho — consiste de:
Nho Ze So — aparência,
Nho Ze Sho — natureza,
Nho Ze Tai — entidade,
Nho Ze Riki — poder,
Nho Ze Sa — influência,
Nho Ze In — causa interna,
Nho Ze En — relação
Nho Ze Ka — efeito latente,
Nho Ze Ho — efeito manifesto
Nho Ze Hon Ma' Ku Kyo To — e consistência do início ao fim.
Trechos do 16º Capítulo Juryo - (revelação da vida eterna do buda)
Myo ho ren gue kyo — Sutra de Lótus
Nho rai ju lho hon, dai ju roku — Jigague, trecho do capítulo Juryo - revelação da vida eterna do buda
Ji ga toku bu'rai — Desde que atingi o estado de Buda,
Sho kyo sho ko shu — infindáveis asamkhya
Mu lho hyaku sen man — intermináveis Kalpas
Oku sai a so gui — transcorreram.
Jo se po kyo ke — Constantemente
Mu shu oku shu jo — venho pregando, ensinando e propagando
Lho nhu o butsu do — a Lei a milhares de seres vivos.
Ni rai mu lho ko — Fazendo com que entrem no Caminho do Buda,
I do shu jo ko — Como um meio hábil
Ho ben guen ne han — aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas.
Ni jitsu fu metsu do — Mas, na realidade, não entro em extinção.
Jo ju shi se po — Sempre estou aqui ensinando a Lei.
Ga jo ju o shi — Sempre estou aqui.
I sho jin zu riki — Porém, devido ao meu poder místico
Lho ten do shu jo — as pessoas de mentes distorcidas não conseguem me ver
Sui gon ni fu ken — mesmo quando estou bem perto delas.
Shu ken ga metsu do — Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana,
Ko ku yo sha ri — consagra muitas oferendas às minhas relíquias.
Guen kai e ren bo — Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me.
Ni sho katsu go shin — Quando esses seres realmente se tornam fiéis,
Shu jo ki shin buku — honestos, justos e de propósitos pacíficos,
Shiti jiki I nhu nan — quando ver o Buda é o seu único pensamento,
I shin yo ken butsu — não hesitando mesmo que isso custe a própria vida,
Fu ji shaku shin myo — então, eu apareço junto à assembléia de discípulos sobre o Sagrado Pico da Águia.
Ji ga gyu shu so — Nesse momento,
Ku shutsu lho ju sen — digo à multidão de seres:
Ga ji go shu jo — sempre estou aqui,
Jo zai shi fu metsu —jamais entro em extinção..
I ho ben ri ko — No entanto, como um meio hábil,
Gen u metsu fu metsu — algumas vezes aparento entrar no nirvana.
Yo koku u shu jo — E outras vezes, não.
Ku gyo shin gyo sha — Quando em outras terras há seres
Ga bu o hi tyu — que desejam respeitosa e sinceramente crer
I setsu mu jo ho — então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável.
Nho to fu mon shi — Porém, não compreendendo minhas palavras,
Tan ni ga metsu do — todos aqui insistem em pensar que eu morri.
Ga ken sho shu jo — Quando vejo os seres afogados
Motsu zai o ku kai — em um mar de sofrimentos
Ko fu I guen shin — eu não me exponho,
Lho go sho katsu go — para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.
In go shin ren bo — Então, quando seu coração se enche de ansiedade,
Nai shitsu I se po — finalmente apareço e ensino a Lei para eles.
Jin zu riki nho ze — Assim são meus poderes místicos.
O a so gui ko — Por asamkhya de kalpas,
jo zai lho ju sen — sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares.
Gyu yo sho ju sho — Enquanto os seres presenciam
Shu jo ken ko jin — o final de um kalpa
Dai ka sho sho ji — e tudo é consumido em chamas
Ga shi do an non — esta minha terra
Ten nin jo ju man — permanece segura e tranqüila
On rin sho do kaku — sempre cheia de seres humanos e seres celestiais.
Shu ju ho sho gon — Vários tipos de gemas adornam
Ho ju ta ke ka — seus corredores e pavilhões, jardins e bosques
Shu ju sho yu raku — Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão,
Sho ten gyaku ten ku — sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos.
Jo sas shu gi gaku — As divindades fazem repicam os tambores celestiais interpretando,
U man da ra ke — sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai
San butsu gyu dai shu — espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.
Ga jo do fu ki — Minha terra pura é indestrutível,
Ni shu ken sho jin — porém, a multidão a vê
U fu sho ku no — consumir-se em chamas,
Nho ze shitsu ju man — mergulhada em sofrimentos, angústia e temor.
Ze sho zai shu jo — Esses seres devido a suas várias ofensas e causas
I aku go In nen — provenientes de suas más ações,
Ka a so gui ko — passam asamkhya de kalpas
Fu mon san bo myo — sem escutar o nome dos três tesouros.
Sho u shu ku doku — Mas os que praticam os caminhos meritórios,
Nhu wa shiti jiki sha — que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros,
So kai ken ga shin — todos me vêem aqui em pessoa,
Zai shi ni se po —ensinando a Lei.
Waku ji I shi shu — Às vezes para essa multidão exponho
Setsu butsu ju mu lho — que a duração da vida do Buda é imensurável;
Ku nai ken bu sha — e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo
I setsu butsu nan ti — exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.
Ga ti riki nho ze — O poder de minha sabedoria é tamanho
E ko sho mu lho — que seus raios iluminam o infinito.
Ju myo mu shu ko — Minha vida, extensa como incontáveis kalpas,
Ku shu go sho toku — é resultante de uma prática muito longa.
Nho to u ti sha — Homens de sabedoria,
Mo to shi sho gui — não abriguem nenhuma dúvida sobre isso!
To dan lho yo jin — Livrem-se das dúvidas definitivamente,
Butsu go ji pu ko — pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras.
Nho I zen ho ben — O Buda é como um excelente médico
I ji o shi ko — que se vale de meios hábeis
Jitsu zai ni gon shi — para curar seus filhos iludidos.
Mu no se ko mo — Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana.
Ga yaku I se bu — Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso.
Ku sho ku guen sha — Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que encontram aflitos.
I bon bu ten do — Devido à ilusão das pessoas,
Jitsu zai ni gon metsu — apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana.
I jo ken ga ko — Pois se me vissem constantemente,
Ni sho kyo shi shin — a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração.
Ho itsu jaku go yaku — Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos,
Da o aku do tyu — e cairiam nos maus caminhos da existência.
Ga jo ti shu jo — Estou sempre ciente de que são as pessoas
Gyo do fu gyo do — que praticam o Caminho e as que não o praticam,
Zui o sho ka do — em resposta às suas necessidades de salvação
I se shu ju ho — ensino-lhes várias doutrinas.
Mai ji sa ze nen — Medito constantemente:
I ga lho shu jo — Como posso conduzir as pessoas
Toku nhu mu jo do — ao caminho supremo
Soku jo ju bu shin — e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?
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